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Cada um se vira com a roda que tem!
A ótica bicicleteira
Há um “tipo” que, para poder se deslocar pela cidade, deve se espremer na orgia motorizada, transita pedalando sobre rodas e assim realiza suas travessias, reclama por espaço num projeto urbano que faz de quem está sobre a bike um estorvo para os apressados ou uma espécie marginal e invisível em meio ao tráfego. As motivações para o uso de bicicletas no meio urbano podem ser tão diversas quanto os problemas que isso acarreta. Necessidades reais postas nas novas ordens dos dias ou mera birutice modernizadora, tal inversão não se nos impõe como mágica, mas compõe apenas mais uma expressão dos rumos que traça uma cadeia de relações também de pernas para o ar. Como prévia para o Dia Mundial Sem Carro, a sexta edição do banquete CIDADE SITUADA [mesa amorfa] pretende trocar experiências sobre a perspectiva bicicleteira em grandes cidades contemporâneas, tendo como ponto de partida um modelo de urbanização e de uso dos espaços da cidade que já há muito tempo visa a priorizar as marés de automóveis e cimento em detrimento dos espaços de encontro ainda possíveis de serem imaginados.
Leve comida para o nosso banquete. Tente evitar empacotados.
No espaço Ÿstilingue
Domingo, 30/08, às 17h.
*O espaço Ÿstilingue se encontra no edifício Maletta (esquina da Av. Augusto de Lima com Rua da Bahia), sobreloja 35. É só chegar.
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Convocatória internacional para dois dias de ações diretas em defesa dos squatters e espaços autônomos
[Este é um apelo à mobilização de pessoas envolvidas com squatters e espaços autônomos para dois dias de ação, em 18 e 19 de setembro de 2009, focando a questão da habitação e a criação de mais espaços autônomos, nestes tempos de "crise".] Enquanto a economia global fica moribunda, uma série de grandes projetos de desenvolvimento capitalista, como a construção de apartamentos de luxo e complexos comerciais, que estavam ameaçando as nossas casas e bairros, são colocados em stand-by. Mas, ao mesmo tempo, este novo ciclo de "crise" do capitalismo, gera milhares de desempregados, sufocados por dívidas e sob um risco iminente de serem expulsos de suas casas. Em vez de abrigar os pobres, em muitos espaços vazios ou cancelar as suas dívidas, os governos socorrem os bancos para salvar este sistema podre e reprimir aqueles que resistem. Enquanto resistência ficamos na defensiva por muito tempo, e é a hora de conduzir a luta, atacando o capitalismo onde ele está frágil e quebrando as correntes, para ocupar casas e criar espaços em que podemos rejeitar relações de mercado, partilhando conhecimentos adquiridos através da luta, numa dinâmica ofensiva. De Dijon a Berlim, em dezenas de locais onde as atividades ocorreram em defesa dos squatters e espaços autônomos, em abril de 2008, novos grupos foram formados, as redes têm se intensificado, mais e mais pessoas estão envolvidas em lutas. Enquanto movimento, acreditamos que o poder e a dominação devem ser combatidos de várias maneiras - apelamos a ações descentralizadas, coordenadas e de confronto em 18 e 19 de setembro de 2009. Organizemos a nossa revolta! Ocupemos, resistamos, criemos! Apelo lançado após o encontro inter-squatter britânico que teve lugar em Bristol, nos dias 14 e 15 março de 2009. http://squatmeet09.wordpress.com/
Arquivado em: 1 | Tags: apropriação, casa, coletivos, comunitario, ocupação, Org's e Espaços Autonomos
Há ali, no meio da vizinhança da região do Butantã, na fornalha megalopolitana de São Paulo, uma casinha pequenina suspirando com a gente, esganiçando como cachorra grande. Suspiros intensos entre elos frágeis, porém potentes.

Casinha que quer viver e que, sobre o asfalto, catalisa um processo diário de lutas e labutas por questões simples: há que viver mais e suplicar menos; há que encontrar modos outros de autoproduzir-se no cotidiano e rasgar a fumaça babilônica com festas imprevistas e brigas triviais.
Há que, sobretudo, fazer dela casa, pois é c’asa que se voa.
“Casa Aberta”, “Saudosa Maloca”, “Okupa do Butantã”… nomeações variadas voltadas para uma gama de dinâmicas que não se explicam por si sós, a não ser que os corpos que a movem – ao se moverem através dela – se disponham a significá-la sem muito compromisso. Complexamente casa. Uma investida coletiva em meio a problemas coletivos e, portanto, também individuais. Pois apenas corpos a encorpam.
Autonomia e autogestão todos os dias, a cada inspirar e expirar.
Uma olhadela num de seus portais: http://okupaixaocasaberta.blogspot.com/
Coisa de putxs-da-vida sem nada a perder

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Nesse turbilhão de informações e nesse estimulo constante ao medo e a neurose, é importante ter informações distoantes da tendencia geral, para tentarmos perceber uma realidade mais cosciente.
E tire suas proprias conclusões (se quiser).
