dia sem compras


30/09, domingo, no Ÿ – CIDADE SITUADA [mesa amorfa] VI:: A ótica bicicleteira :: banquete e bate-papo.
Agosto 28, 2009, 5:50 pm
Arquivado em: 1

Cada um se vira com a roda que tem!

A ótica bicicleteira

Há um “tipo” que, para poder se deslocar pela cidade, deve se espremer na orgia motorizada, transita pedalando sobre rodas e assim realiza suas travessias, reclama por espaço num projeto urbano que faz de quem está sobre a bike um estorvo para os apressados ou uma espécie marginal e invisível em meio ao tráfego. As motivações para o uso de bicicletas no meio urbano podem ser tão diversas quanto os problemas que isso acarreta. Necessidades reais postas nas novas ordens dos dias ou mera birutice modernizadora, tal inversão não se nos impõe como mágica, mas compõe apenas mais uma expressão dos rumos que traça uma cadeia de relações também de pernas para o ar. Como prévia para o Dia Mundial Sem Carro, a sexta edição do banquete CIDADE SITUADA [mesa amorfa] pretende trocar experiências sobre a perspectiva bicicleteira em grandes cidades contemporâneas, tendo como ponto de partida um modelo de urbanização e de uso dos espaços da cidade que já há muito tempo visa a priorizar as marés de automóveis e cimento em detrimento dos espaços de encontro ainda possíveis de serem imaginados.

Leve comida para o nosso banquete. Tente evitar empacotados.

No espaço Ÿstilingue

Domingo, 30/08, às 17h.

*O espaço Ÿstilingue se encontra no edifício Maletta (esquina da Av. Augusto de Lima com Rua da Bahia), sobreloja 35. É só chegar.



Convocatoria Internacional – Ação em Defesa de Espaços Autonomos
Agosto 27, 2009, 12:54 pm
Arquivado em: 1

Convocatória internacional para dois dias
de ações diretas em defesa dos squatters e
espaços autônomos 
Squat
[Este é um apelo à mobilização de pessoas envolvidas com squatters e espaços
autônomos para dois dias de ação, em 18 e 19 de setembro de 2009, focando a questão
da habitação e a criação de mais espaços autônomos, nestes tempos de "crise".]
Enquanto a economia global fica moribunda, uma série de grandes projetos de
desenvolvimento capitalista, como a construção de apartamentos de luxo e complexos
comerciais, que estavam ameaçando as nossas casas e bairros, são colocados em
stand-by.
Mas, ao mesmo tempo, este novo ciclo de "crise" do capitalismo, gera milhares de
desempregados, sufocados por dívidas e sob um risco iminente de serem expulsos de
suas casas. Em vez de abrigar os pobres, em muitos espaços vazios ou cancelar as
suas dívidas, os governos socorrem os bancos para salvar este sistema podre e
reprimir aqueles que resistem.
Enquanto resistência ficamos na defensiva por muito tempo, e é a hora de conduzir a
luta, atacando o capitalismo onde ele está frágil e quebrando as correntes, para
ocupar casas e criar espaços em que podemos rejeitar relações de mercado,
partilhando conhecimentos adquiridos através da luta, numa dinâmica ofensiva.
De Dijon a Berlim, em dezenas de locais onde as atividades ocorreram em defesa dos
squatters e espaços autônomos, em abril de 2008, novos grupos foram formados, as
redes têm se intensificado, mais e mais pessoas estão envolvidas em lutas.
Enquanto movimento, acreditamos que o poder e a dominação devem ser combatidos de
várias maneiras - apelamos a ações descentralizadas, coordenadas e de confronto em
18 e 19 de setembro de 2009.
Organizemos a nossa revolta!
Ocupemos, resistamos, criemos!
Apelo lançado após o encontro inter-squatter britânico que teve lugar em Bristol,
nos dias 14 e 15 março de 2009.
http://squatmeet09.wordpress.com/



Bicicletada – 28 de Agosto
Agosto 26, 2009, 11:22 am
Arquivado em: 1



Mesmo no asfalto, uma casinha tiquitita.
Agosto 21, 2009, 11:11 pm
Arquivado em: 1 | Tags: , , , , ,

Há ali, no meio da vizinhança da região do Butantã, na fornalha megalopolitana de São Paulo, uma casinha pequenina suspirando com a gente, esganiçando como cachorra grande. Suspiros intensos entre elos frágeis, porém potentes.

casinha

Casinha que quer viver e que, sobre o asfalto, catalisa um processo diário de lutas e labutas por questões simples: há que viver mais e suplicar menos; há que encontrar modos outros de autoproduzir-se no cotidiano e rasgar a fumaça babilônica com festas imprevistas e brigas triviais.

Há que, sobretudo, fazer dela casa, pois é c’asa que se voa.

“Casa Aberta”, “Saudosa Maloca”, “Okupa do Butantã”… nomeações variadas voltadas para uma gama de dinâmicas que não se explicam por si sós, a não ser que os corpos que a movem – ao se moverem através dela – se disponham a significá-la sem muito compromisso. Complexamente casa. Uma investida coletiva em meio a problemas coletivos e, portanto, também individuais. Pois apenas corpos a encorpam.

Autonomia e autogestão todos os dias, a cada inspirar e expirar.

Uma olhadela num de seus portais: http://okupaixaocasaberta.blogspot.com/



Cidade Situada – material teórico:: Maio de 1968 não foi culpa de herói
Agosto 21, 2009, 7:51 am
Arquivado em: 1 | Tags: ,

Coisa de putxs-da-vida sem nada a perder

maio-68-grande

Podemos pensar em inúmeras formas de ocupação e apropriação de espaços da cidade, sem considerarmos os níveis de radicalidade em que isso se emprega. Fato é que não precisamos descrevê-las muito, até mesmo para evitar juízos demasiado morais quanto às suas efetividades práticas. Como pessoas costumam confundir muito facilmente as coisas, a proposta de material teórico do Cidade Situada se pretende bastante direta, embora não menos aprofundada, além de carregar um tema que foi foco de comemorações precipitadas no ano que passou. Maio de 1968 não foi culpa de herói toca num ponto pendente daqueles eventos que eclodiram em várias partes do mundo de meados do século XX: o quanto vivências forçosamente historicizadas trazem consigo citações de uma quase-mesma história já contada, com suas alternâncias de signos e discursos. Desse modo, fazem valer as experiências protagonizadas, as práticas teóricas vividas em seu seio. O texto está assinado por Pablo Gobira, muito embora se possa ouvi-lo e senti-lo por outras vozes e corpos, em muitos lugares, em investidas como o Coletivo Acrático Proposta (CAP), o projeto de formação de rede em BH (a Rede Anticapitalista de Belo Horizonte), o Domingo Nove e Meia, casas de lagartixas e maloqueiros em São Paulo, entre muitas outras “citações” já ganidas por aí. Um apanhado que pode preencher algumas lacunas (da sobrevivência histórica e dos desejos vitais, ambos sobrepostos) que se fizeram entre nós nos últimos anos. O link está mais acima… aproveite.
A. G.


Gripe Suina e Neurose!
Agosto 15, 2009, 2:22 pm
Arquivado em: 1

Nesse turbilhão de informações e nesse estimulo constante ao medo e a neurose, é importante ter informações distoantes da tendencia geral, para tentarmos perceber uma realidade mais cosciente.

E tire suas proprias conclusões (se quiser).