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ESSE MOVIMENTO É UM EXEMPLO DISSO, NÃO SE TRATA APENAS DA MÁ GESTÃO DE UM POLÍTICO, É MUDANÇA DE CONSCIÊNCIA DO HORIZONTE.
24 de setembro de 2011 – Belo Horizonte/MG
1ª Marcha Fora Lacerda
Em 2008, PT e PSDB se uniram em uma aliança promíscua para eleger um empresário como prefeito da cidade. Após eleito, Márcio Lacerda dá inicio a uma série de ações privatizantes, cerceando o uso de espaços públicos, vendendo ruas públicas, distribuindo cargos públicos para aliados políticos.
Instaura-se uma ditadura do executivo, onde vereadores cooptados por sua base política ficam imobilizados diante as ações do prefeito.
Atualmente o ministério publico denunciou o prefeito por mal uso do dinheiro público, foram quase 1 milhão de reais em viagens de jatinho fretado. A segunda denúncia do ministério publico é por nepotismo, por ele ter eleito seu filho como presidente da comissão da copa do mundo.
Suas politicais de higienização social incluem a expulsão dos moradores de ruas do centro da capital, através de apreensões ilegais de pertences como cobertores, mochilas, documentos, realizadas pela gerência de ação social.
Em 2011 Márcio Lacerda antecipa as eleições gastando mais de 32 milhões de reais em propaganda sobre seu governo e inicia a cooptação da base politica com fins de eliminar a disputa eleitoral de 2012. É o fim da democracia.
Diversos segmentos da sociedade se uniram para demonstrar a insatisfação com os rumos que a prefeitura vem administrando a cidade. Numa marcha apartidária, 2000 pessoas entre jovens, velhos e crianças saem às ruas pedindo o impeachment do prefeito.
Mais informações: foralacerda.com
“La lucha es como un circulo, se puede empezar en cualquier punto pero nunca termina.”
El Sup.
Faz algum tempo que vivemos, aqui em Belo Horizonte, uma ânsia em comum, presente numa série de conversas que mantivemos como possíveis em meio ao arrastão do dia-a-dia, nas travessias e questões que insistimos em conduzir pelas vias de contramão, contradição, conflito e acomodação. Essa ânsia se resume de modo não tão simples: que fatos e aprendizados estão ainda sendo produzidos no seio das lutas anticapitalistas que se desencadearam – ou continuaram se tecendo – ao longo dos últimos 10 anos? Que narrativas estão hoje se escondendo nas profundezas da dispersão, do esquecimento produzido entre nós mesmos, quando nos entranhamos nas tramas de uma sociedade pós-industrial crescentemente consumista? O que as lutas dessa última década de crises e conflitos nos deixam no plano das investidas radicais contra o reinado da economia mercantil?

É nessa perspectiva que a Universidade Pirata, a Associação Comunitária d@s Amig@s de Pereira (ACAP), juntos @s Proletarizad@s Contra a Corrente (PCaC), convidam para a troca de relatos em torno da última década de lutas anticapitalistas em Belo Horizonte e Fortaleza, para fortalecermos ações a partir daí. Além disso, está no centro desta proposta traçarmos um apanhado geral sobre as lutas atuais, em época dos mega-eventos dos jogos da Copa do Mundo e Olimpíadas e de uma nova geração de movimentos que, de um modo ou de outro, bebeu dos ensinamentos propiciados pelos confrontos da última década.
No próximo fim-de-semana, na Associação Comunitária d@s Amig@s de Pereira (ACAP), nos encontramos com participantes do coletivo Proletarizad@s Contra a Corrente. Uma troca de relatos sobre a última década de lutas anticapitalistas e atualidades. Veja a programação abaixo:
PROGRAMAÇÃO::
15h – Não começou em Seattle…
Rememorar a luta anticapitalista autônoma da última década em BH e Fortaleza (histórico de lutas, movimentações, grupos/redes, conjuntura local/global, etc.);
17h – ...não termina nunca, essa porra!
Para uma crítica que venha de dentro dos movimentos ou daqueles que se sentem como parte deles. Análise do atual contexto (crises, copa/olímpiadas, gentrificações, etc.) das formas de resistência: marchas, “geração facebook”, okupações, ilegalismos… Panorama global com enfoque em BH e Fortaleza.
+Piquenique (leve um lanche!)
+Vídeos livres
+Cerveja à venda
+Um dia leve
Como chegar:
De ônibus: 9407, 9412, 4110, 4111, 4501, 4405, 4802A e vários outros ônibus param ali na rua Pará de Minas, muito perto da casa.
De metrô: descer na estação Calafate, atravessar a passarela no sentido Via Expressa e subir, subir, subir. Terá que caminhar um pouco, até perto da igreja Padre Eustáquio, lá em cima.
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VÁ DE BIKE!: a avenida Dom Pedro II é uma boa referência. Tente chegar até ela e seguir até a rua Vila Rica. Suba essa rua até a Pará de Minas.

Esse texto passa por aqui e resolvemos continuar a corrente. E, para facilitar a digestão, indico alguns links que poderiam orientar mais sobre o tema. Um deles é um release caprichado até demais, que tentou contar um pouco sobre as mobilizações que continuam contra os decretos de Lacerda e as missões higienistas da prefeitura de Belo Horizonte. O outro foi matéria publicada num jornal de grande circulação em BH, e inclui mini-entrevista com Fernando Cabral, secretário municipal da regional Centro-Sul.
Esses dois textos foram postados no blog Praça Livre, que tem sido atualizado com o vapor que está acessível, como veículo aberto de informação.
As “novidades” não surpreendem, como afirma o texto que estou lhes indicando mais abaixo. A Coca-Cola aluga BH radicalmente. A prefeitura dá de presente.
Segue o texto.
Desfrutar.
A. G.
Outro material informativo do CIDADE SITUADA. Ao compasso das ocupações que estão tomando a Praça da Estação (encontros, saraus, praias, diálogos) em BH, num processo de crítica e renúncia extrovertida, foi criado um blog que está concentrando textos aleatórios, livremente postados. A senha do blog é aberta (consta como primeiro post da casa).
A Praia da Estação já resiste há um mês – e muitos outros projetos pipocam, tomam forma, se fazem, além da Praia. Atravessou as unhas de outros decretos mais, além daquele que proibiu eventos de qualquer natureza na praça. Um deles conceituou e definiu o termo “evento”, dando-lhe as devidas “naturezas” para confirmação do decreto 13.798/09, por si só mais do que vago. Outro intituiu uma comissão burocrática para controle e filtro de eventos na praça – a ressaltar, sem qualquer cadeira para não-especialistas. Segue indo…
O link que lhes passamos consiste numa historinha sobre a Praia:
http://pracalivrebh.wordpress.com/2010/02/10/praia-da-estacao-o-mar-revolto-das-minas-gerais/#respond
O blog Praça Livre BH: pracalivrebh.wordpress.com
Façam proveito.
Onde? Praça da Estação – Hipercentro de Belo Horizonte
Quando? Sábado, 16/01/2010, 9:30
Quanto? De graça!
Venha curtir o sol de verão e se divertir na PRAIA NA PRAÇA DA ESTAÇÃO.
O DECRETO Nº 13.798 DE 09 DE DEZEMBRO DE 2009 do nosso dignissimo prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, proibe que aconteça qualquer tipo de evento na Praça da Estação. A pergunta permanece: a quem interessa que os espaços públicos sejam apenas pontos de passagem e consumo?
Se nos é negado o direito de permanecer em qualquer espaço público da cidade, ocuparemos esses espaços de maneira divertida, lúdica e aparentemente despretensiosa.
Traga sua roupa de banho (bermuda, calção, biquini, maiô, cueca), boias, cadeiras, toalhas de praia, guarda-sol, cangas, farofa e a vitrolinha…
Traga tambores e viola!
Traga comida para um banquete coletivo!
MAIS – DEBATE:
“REVITALIZAÇÃO POR DECRETO”
Há cinco anos, iniciou-se em regiões de da Grande Belo Horizonte um novo processo de higienização urbana, que tem como base elementar a reestruturação de espaços da cidade em consonância com as tendências contemporâneas de uso e desuso especulativo-mercantil das grandes cidades. Além do ostensivo investimento em mecanismos de monitoramento que se espalharam pelos arredores do centro urbano de BH (vide o chamado Projeto Olho-Vivo), tais empreendimentos tendem a sufocar, por vários meios, o encontro espontâneo de indivíduos nas ruas e o livre uso de espaços classificados como ?públicos?. Essas intervenções se definem por moldes dos velhos projetos de gentrificação, característicos de todas as modernas cidades erguidas sob os pressupostos unitários do capitalismo: limpeza de aspecto fundamentalmente classista, projetos infra-estruturais de custos estratosféricos, restauração de pontos turísticos, etc.
Em 09 de dezembro de 2009, foi decretada pela administração da cidade, com assinatura direta do prefeito, a proibição de ?eventos de qualquer natureza? na Praça da Estação (ou Praça Rui Barbosa), um patrimônio público que viveu os primeiros suspiros da cidade. A medida pode assinalar a retomada do que se iniciou em 2005/2006, como corrida ?emergencial? para a conclusão de todas as obras necessárias para que BH possa dar suporte aos eventos da Copa do Mundo de 2014.
Chamamos a todos os interessados para esmiuçar o tema das ?revitalizações? (um termo polido veiculado pelas instituições oficiais) e dos decretos de lei que instauram o deliberado loteamento dos espaços públicos enquanto curtem o sol e a cidade.
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As Brigadas Populares convidam a todos/as militantes sociais a participarem do III Encontro de Comunidades de Resistência da Grande Belo Horizonte – ECR, que acontecerá no dia 24 de outubro (sábado) a partir das 8 horas da manhã.
O Encontro de Comunidades de Resistência é um espaço autônomo e popular, onde as comunidades e grupos populares debatem e deliberam propostas de luta conjunta. O tema deste ano é “Organização Popular: Alternativa Brigadistas”, o objetivo é impulsionar a organização de base na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
O ECR é uma atividade que propõe encaminhamentos concretos para a luta popular urbana em nossa região, foi desta atividade que surgiu a proposta em 2007 da construção da Frente Antiprisional das Brigadas Populares, no ECR de 2008 organizamos as bases da Ocupação Dandara, neste ano pretendemos dar um passo a mais, estabelecendo comitês e núcleos em todas as regionais de Belo Horizonte e em 6 cidades da RMBH.
Acreditamos que as bases das lutas sociais e políticas são sustentadas pela ação militante organizada. Acreditamos que para romper com o cerco imposto pelas forças do capital é necessário superar a dispersão e as ilusões. Nada mudará se o conjunto dos militantes sociais não tomarem a decisão de convergirem em torno de luta concretas.
O trabalho de organização desde as bases é a mais contundente forma de acúmulo de força, sem ela toda política será vazia de lastro social. O III ECR será um espaço de organização desde as bases. Divulgue, mobilize, participe!
Você está sendo convocado/a a contribuir para a construção de uma nova maioria popular em nossa região. Participe!
PROGRAMAÇÃO:
8:00h – Abertura do III Encontro de Comunidades de Resistência
08:30h – Apresentação das Comunidades
09:00h – Mesa 1- Representantes das Comunidades
10:00h – Mesa 2- Movimentos Sociais convidados
11:00h – As Campanhas das Brigadas Populares
12:00h – Almoço
13:30h – Apresentação do Vídeo das Brigadas Populares
14:00h – Grupos de Trabalho (GTs) por regional e município e temas de relevência.
17:00h – Plenária Final – Apresentação dos Resultados do ECR
17:30h – Apresentação do Teatro do Oprimido – Grupo Levante
Orientações:
1. Debates Preparatórios: Leia a Cartilha Preparatória do III ECR. ACESSE AQUI!
2. Pré- Inscrição: Envie solicitação para e-mail contatobrigadaspopulares@gmail.com contendo: 1) Nome, 2) Comunidade ou movimento e 3) telefone.
3. Participação da comunidade: Caso exista interesse de sua comunidade ou grupo participar do III ECR, envie a solicitação para o e-mail acima, contendo seu endereço postal que enviaremos materiais de divulgação por correio.
4. Outras Informações em:


