Filed under: Cidades, Movimentos de resistência | Tags: conflito, Copa do Mundo 2014, debate, gentrificação, grupos e espaços autônomos
Fonte: http://pt.contrainfo.espiv.net/
Brasil: A Pau e Circo ou a Pau no capitalismo e controlo social?
A Copa 2014 e as Olimpíadas 2016 ameaçam desde já a vida, já tão difícil, de milhões de pessoas, em todo o Brasil. Os megaprojetos de “urbanização”, nas cidades-sede, como sejam o caso do Rio de Janeiro, S.Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte e Fortaleza, estão a provocar mega-operações de despejo, de desemprego, de restrição das liberdades individuais, de concentração do capital, em suma: megagentrificação, megarepressão, megapobreza. Coerção e consentimento, criminalização dos pobres e “patriotismo da cidade”. Eis a velha fórmula de hegemonia. E há aqueles que resistem. Lutas que começam antes, se intensificam durante os eventos e continuam após esses terminarem. A guerra social.
Filed under: Cidades, Repressão | Tags: anarquismo, Choque de Ordem, Copa do Mundo 2014, crítica, debate, gentrificação, ocupação
Saudações, comp@s!
Esse panfleto está circulando com a proposta de acrescentar aos atuais debates sobre as revitalizações urbanas, higienismos e os eventos da Copa 2014 e Olimpíadas 2016. Uma reflexão anarquista sobre o atual contexto do Rio de Janeiro, voltada principalmente para redes de movimentos de resistência, ocupações urbanas e iniciativas libertárias espalhadas pelo mundo afora.
Divulguem!
Genocídio e Espetáculo
Algumas palavras sobre os processos vividos no Rio de Janeiro dentro de uma perspectiva anarquista
O seguinte texto surge de uma reflexão coletiva realizada entre indivíduxs que circulavam na okupação anarquista Flor do Asfalto, que se situa no olho do furacão dos projetos de reurbanização e consequente endurecimento da repressão no Rio de Janeiro. A presente reflexão pretende contribuir, partindo de uma ótica anarquista, para o esclarecimento quanto aos processos de criminalização da pobreza e violência estatal declarada contra os movimentos de resistência rebelados frente a tais projetos. Motivou muito a elaboração desse ensaio o seu poder de acrescentar mais elementos aos debates que já fervem no Rio de Janeiro e outras cidades, para que pessoas que não tiveram a oportunidade de vivenciar em suas próprias peles esta realidade tão particular possam, enfim, respirar um pouco desses ares. Essa iniciativa surge, também, com a intenção de contribuir para a guerra social, já que as estratégias do poder hierárquico já há séculos se reproduzem e se repetem em diferentes regiões e distintas épocas. Afinal, acreditamos que o que hoje se vivencia aqui pode ser nada mais que um estágio avançado dos próprios sintomas das grandes cidades, pelo menos no que diz respeito ao território controlado pelo Estado brasileiro. (mais…)
“La lucha es como un circulo, se puede empezar en cualquier punto pero nunca termina.”
El Sup.
Faz algum tempo que vivemos, aqui em Belo Horizonte, uma ânsia em comum, presente numa série de conversas que mantivemos como possíveis em meio ao arrastão do dia-a-dia, nas travessias e questões que insistimos em conduzir pelas vias de contramão, contradição, conflito e acomodação. Essa ânsia se resume de modo não tão simples: que fatos e aprendizados estão ainda sendo produzidos no seio das lutas anticapitalistas que se desencadearam – ou continuaram se tecendo – ao longo dos últimos 10 anos? Que narrativas estão hoje se escondendo nas profundezas da dispersão, do esquecimento produzido entre nós mesmos, quando nos entranhamos nas tramas de uma sociedade pós-industrial crescentemente consumista? O que as lutas dessa última década de crises e conflitos nos deixam no plano das investidas radicais contra o reinado da economia mercantil?

É nessa perspectiva que a Universidade Pirata, a Associação Comunitária d@s Amig@s de Pereira (ACAP), juntos @s Proletarizad@s Contra a Corrente (PCaC), convidam para a troca de relatos em torno da última década de lutas anticapitalistas em Belo Horizonte e Fortaleza, para fortalecermos ações a partir daí. Além disso, está no centro desta proposta traçarmos um apanhado geral sobre as lutas atuais, em época dos mega-eventos dos jogos da Copa do Mundo e Olimpíadas e de uma nova geração de movimentos que, de um modo ou de outro, bebeu dos ensinamentos propiciados pelos confrontos da última década.