“La lucha es como un circulo, se puede empezar en cualquier punto pero nunca termina.”
El Sup.
Faz algum tempo que vivemos, aqui em Belo Horizonte, uma ânsia em comum, presente numa série de conversas que mantivemos como possíveis em meio ao arrastão do dia-a-dia, nas travessias e questões que insistimos em conduzir pelas vias de contramão, contradição, conflito e acomodação. Essa ânsia se resume de modo não tão simples: que fatos e aprendizados estão ainda sendo produzidos no seio das lutas anticapitalistas que se desencadearam – ou continuaram se tecendo – ao longo dos últimos 10 anos? Que narrativas estão hoje se escondendo nas profundezas da dispersão, do esquecimento produzido entre nós mesmos, quando nos entranhamos nas tramas de uma sociedade pós-industrial crescentemente consumista? O que as lutas dessa última década de crises e conflitos nos deixam no plano das investidas radicais contra o reinado da economia mercantil?

É nessa perspectiva que a Universidade Pirata, a Associação Comunitária d@s Amig@s de Pereira (ACAP), juntos @s Proletarizad@s Contra a Corrente (PCaC), convidam para a troca de relatos em torno da última década de lutas anticapitalistas em Belo Horizonte e Fortaleza, para fortalecermos ações a partir daí. Além disso, está no centro desta proposta traçarmos um apanhado geral sobre as lutas atuais, em época dos mega-eventos dos jogos da Copa do Mundo e Olimpíadas e de uma nova geração de movimentos que, de um modo ou de outro, bebeu dos ensinamentos propiciados pelos confrontos da última década.
No próximo fim-de-semana, na Associação Comunitária d@s Amig@s de Pereira (ACAP), nos encontramos com participantes do coletivo Proletarizad@s Contra a Corrente. Uma troca de relatos sobre a última década de lutas anticapitalistas e atualidades. Veja a programação abaixo:
PROGRAMAÇÃO::
15h – Não começou em Seattle…
Rememorar a luta anticapitalista autônoma da última década em BH e Fortaleza (histórico de lutas, movimentações, grupos/redes, conjuntura local/global, etc.);
17h – ...não termina nunca, essa porra!
Para uma crítica que venha de dentro dos movimentos ou daqueles que se sentem como parte deles. Análise do atual contexto (crises, copa/olímpiadas, gentrificações, etc.) das formas de resistência: marchas, “geração facebook”, okupações, ilegalismos… Panorama global com enfoque em BH e Fortaleza.
+Piquenique (leve um lanche!)
+Vídeos livres
+Cerveja à venda
+Um dia leve
Como chegar:
De ônibus: 9407, 9412, 4110, 4111, 4501, 4405, 4802A e vários outros ônibus param ali na rua Pará de Minas, muito perto da casa.
De metrô: descer na estação Calafate, atravessar a passarela no sentido Via Expressa e subir, subir, subir. Terá que caminhar um pouco, até perto da igreja Padre Eustáquio, lá em cima.
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VÁ DE BIKE!: a avenida Dom Pedro II é uma boa referência. Tente chegar até ela e seguir até a rua Vila Rica. Suba essa rua até a Pará de Minas.