Dia Sem Compras


Postagem Aberta! by D. Graça
janeiro 19, 2010, 6:16 pm
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Natal Sem Compras na Casa Invisível by D. Graça
dezembro 22, 2017, 5:39 pm
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CASA INVISIVEL se abre mais uma vez!
Questionando o consumismo, o isolamento entre as pessoas e a apatia, nesse Natal Sem Compras te convidamos a tambem vir okupar e a viver na casa.

Quando?

Sábado, 23 de Dezembro de 2017

Onde?

Casa Invisível

Av. Bias Fortes, 1034

Centro

 

Programacao:


*11h – Abertura da Casa

*12h – Almoço Coletivo aberto e grátis

*14h – Oficina de Bambole

*15h – Exibicao do Filme:

BRAD – UMA NOITE MAIS NAS BARRICADAS


Rebelião popular em Oaxaca, México, 2006. Quando os paramilitares dão um tiro de fuzil no peito de Brad Will, a câmera cai, mas continua gravando. Essa câmera passa de mão em mão, contando a história de Brad. É um pouco desse movimento de movimentos conhecido como antiglobalização. Das ocupações urbanas em Nova York, a um piquete ecologista no Oregon, à batalha de Seattle, Praga, Quebec, Gênova, Quito, Goiânia, Oaxaca… Por trás da câmera estão os amigos de Brad que, como ele, se dedicam a mostrar o que não aparece na TV.

*16h30 – Roda de Conversa:

REVOLTAREBELDIA E AUTONOMIA NOS DIAS DE HOJE


De Carnavais Revoluçoes a Domingos Nove e Meia… De S-26 a Espaço Gato Negro… de Escolas Autonomas de Feriado a Praias da Estação… de Bicicletadas a Encontros Terra Preta… de Ystilingue a Loja Grátis… de Ocupação Guarani Kaiowa a movimentos pela redução de preços de transporte urbano…
Tudo isso passando pelo junho de 2013 e desembocando num contexto global e nacional assustador.
A Casa Invisível nasce nessa esteira dos movimentos anárquicos e autonomistas globais e se propoe a ser um espaço de convergência rebelde no centro da cidade de BH.
Nessa roda de conversa, ainda que sob risco de desalojo da Kasa, nos propomos a realizar uma vez mais um encontro dessa comunidade que, enquanto grupos, indivíduos e projetos, compomos.

*18h -Pizzada Vegana – Cerveja – Música – Festa

Ajude a divulgar!

 

Quer conhecer mais sobre a Casa Invisível?

https://we.riseup.net/casainvisivel/

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Breve Histórico do DIA SEM COMPRAS by D. Graça
dezembro 22, 2017, 5:32 pm
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bnd

O Dia Sem compras foi criado em 1992 a partir do pensamento que existem infinitas formas possíveis de se relacionar com o mundo e com as pessoas que o habitam, por meio de uma lógica externa à capitalista e consumista que coloca as mercadorias e o dinheiro como mediadores entre tudo. Um dia para não se comprar nada, para roubar, furtar, compartilhar dádivas e refletir sobre os impactos da lógica mercantil em nossas vidas cotidianas
Comumente realizada no dia da Black Friday norte-americana (que ocorre sempre um dia depois do Dia de Ação de Graça) no Brasil diversos coletivos começaram a fazer ações um dia antes do Natal. Daí surgiu “o Natal Sem Compras” na qual são realizadas ações contra o capitalismo aproveitando o estupido clima natalino.

No Brasil diversas ações já foram feitas desde os anos 2000.

Algumas ações que ocorreram:

Em 1999 ainda no dia 26 de novembro e coordenando com os “Buy Nothing Day” pelo mundo, o coletivo Alimento & Ação coordenou uma ação na entrada do Shopping Cidade com seus integrantes elegantemente trajados de terno distribuindo comida e panfletando. Foram exibidos diversos cartazes com slogans anticapitalistas e anticonsumo.
(www1.fotolog.com/tooleo/263867 e www1.fotolog.com/tooleo/268505)

Em 2000 já na véspera de Natal, manifestantes fizeram uma intervenção na porta do Shopping Cidade, com panfletagem e comida grátis, sendo duramente reprimidos por seguranças do estabelecimento que chegaram a quebrar o braço de um dos manifestantes.
(www.midiaindependente.org/pt/red/2000/12/3.shtml curiosamente é o primeiro post do CMI Brasil e
https://diasemcompras.wordpress.com/2008/12/04/relato-do-dia-sem-compras-de-2000/)

Em 2001 a banda Libertinagem de Belo Horizonte lançou em seu álbum a música Luckers cuja letra diz: “Hoje é o dia sem compras/E hoje não compraremos nada!”.

(https://www.youtube.com/watch?v=zvgFr3l9wCQ)

Em 2007 o coletivo [conjunto vazio] passou fita zebrada em diversas portas de lojas do centro pela madrugada e pela manhã passeou com um carrinho de compras e distribuiu pedras como se fossem presentes (continham um laço de fita e estavam envolvidas em um panfleto anticapitalista) para transeuntes.
(www.comjuntovazio.wordpress.com/2009/12/05/dia-sem-compras-2007)

Em 2007 no Rio de Janeiro Papais-noéis anticapitalistas “invadem” shopping e realizam performance.
(www.diasemcompras.wordpress.com/2008/12/06/papais-noeis-anticapitalistas-acao-de-2007)

Em 2008 O coletivo Azucrina realizou um vídeo divulgando do Dia Sem Compras em BH. Na data do boicote, uma tremenda chuva despencou, forçando várias lojas a fecharem. (http://vimeo.com/3977491)

Em 2009 o coletivo [conjunto vazio] entrou no shopping Diamond Mall jogando do alto na praça de alimentação moedinhas de 1 centavo ao mesmo tempo que panfletos eram jogados do 3º andar do shopping e soltavam uma faixa dizendo “Não Consuma!” presa a balões de gás.
(www.comjuntovazio.wordpress.com/2009/12/23/panfleto-dia-sem-compras)

Em 2013 o coletivo [conjunto vazio] vai jogar Banco Imobiliário dentro do Banco do Brasil, fazer depósitos com dinheiro falso e enviar cartas ameaçadoras aos bancos
(www.comjuntovazio.wordpress.com/2013/01/02/banco-imobiliario-auri-sacra-fames)



Divagante:: [Ckhatu II] Salud! by D. Graça
agosto 1, 2014, 2:38 am
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Divagante:: [Devaneios] Ciclos desintegrados by D. Graça
março 18, 2012, 1:53 pm
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“Voltar… voltar é vertigem!”

Faz tempo que aprendi que nunca há volta, que toda situação é uma situação sem retorno. É por isso mesmo que desacreditei, quando ainda era moleque, de qualquer possibilidade de revolução que não for cotidiana – esse estado de transformação que nunca é percebido enquanto está sendo feito e que sempre passa deixando frestas e escombros de uma era passada. Para muitos astrólogos de séculos atrás, esta palavra – “revolução” – significava retorno a um estado de equilíbrio, que seria a revelação de alguma natureza de ser das coisas, estável. Não existe volta… o que fazemos é simplesmente continuar dando voltas, dando passos e refazendo nossos sintomas de estar vivxs ou de estar mortxs ou de viver tão-somente. Enquanto a vida é ainda uma possibilidade… enquanto a vida ainda vale a pena por suas surpresas miúdas. Quando eu quiser cair, vou cair, vou me jogar – não dá pra desistir no meio dessa escolha, ao se jogar a queda e o baque são inevitáveis. A vertigem é mais ou menos isso: desistir e se arrepender quando a queda já não pode ser desfeita – “o medo da queda, a voz do vazio debaixo de nós”.

Solidão, um mar sem fim

Voltei a visitar abismos e a sentir meus passos me guiando sem interrupção até eles. Vi mais mares revoltados, fazendo estrondos bem no fundo de cada sentido meu. Sinto vir dali um um apelo desesperado e desesperançado, que é o eco que responde aos gritos do meu íntimo, repetindo contra mim as mesmas perguntas, me obrigando a dar a elas as minhas próprias respostas. Quando percebi, eu tinha calor, não sentia mais o frio e me movimentava mais leve e suave, pois vejo que depois de cada golpe não perco a capacidade de questionar e me fazer questões. Ainda vivo… Escolhi o deserto como exílio para acalmar o coração.

Lembrar é ser visto

Me atormentei de lembranças até ver que elas me animam e conectam cada parte de mim a tudo que desejo, tudo que amo. Se não fosse isso, sem dúvida eu já estaria aniquilado. Porque todas as novas minúcias que eu desvendo me convencem de que tenho novos presentes a dar para aquelxs com os quais quero estar. Tu és parte disso, pois em cada descoberta minha, em cada novo mundo que crio, abro e visito, encontro parte do que aprendi contigo e outrxs. Por vezes, sinto alguém… muitas vezes me deixo levar pelo vento, pelo que o vento me diz.

Sobre lembranças e distâncias

Na medida em que passa o tempo, sinto menos. Minha memória trabalha bem, mas tenho problemas em cultivar o que não existe materialmente e agora. Distância e ausência. Os cheiros e sensações ficam cada vez mais abstratos, se tornam poesia de puro pensamento. Parece tudo ilusão da minha cabeça… sonhos mal recordados… invenções minhas. Onde você está?

Estranhar um novo velho lugar

Curto aproveitar esse lugar de forasteiro e não ter compromissos com histórias que ficam se contorcendo dentro de mim. Acho agradável poder ser qualquer coisa, porque não sou nada nem ninguém nessas situações, só um estranho. Não há espécie mais domesticável que o bicho-homem. Nos adaptamos a qualquer repetição medíocre. Por ser tão pouco, por saber tão pouco sobre tão poucas coisas, muitas vezes prefiro, em vez de ser, estar. Pois ser… “ser não é ser visto”.

Processos desérticos

Me senti atropelado por tantos desses processos e momentos frágeis. Não sei onde estou, se tenho algum objetivo com minhas caminhadas. Não sei se ainda estou no deserto, se já saí. Há momentos em que não sinto falta de nada, em que não sou nada nem ninguém, em que posso atender por qualquer nome. (Eu já lhe escrevi sobre isso, sobre como eu lido com a condição de forasteiro.) Tento manter a firmeza de meus atos, pra não ser esmagado por esse atropelo que é, às vezes, estar vazio demais.

Toque de faísca

Vamos nos encontrar a qualquer hora (mesmo que isso demore anos pra acontecer). É o nosso fluxo indecifrável e inevitável. Com mais fibras nas asas, mais destreza no vôo, mais dureza na queda, no baque contra o chão. Mais faísca, mais fogo e calor a espalhar – antes da penumbra em nossos corpos.



Carnavalizar o Urbano. Avante BH! by D. Graça
fevereiro 27, 2012, 8:01 pm
Filed under: Cidades, Movimentos de resistência | Tags: ,

Por Joviano Mayer[1]

“Vai passar nessa avenida um samba popular. Cada paralelepípedo da velha cidade esta noite vai se arrepiar. (…) Meu Deus, vem olhar, vem ver de perto uma cidade a cantar a evolução da liberdade, até o dia clarear. Ai que vida boa (…)” [2]

É na cidade medieval, inserida no contexto do mal chamado “período das trevas”, onde nasce o carnaval como o conhecemos no ocidente, antecedendo o período da quaresma. Essa mesma cidade acolheu os servos que fugiam da opressão do feudo para se organizarem em corporações de ofício. O assalariamento, a grande indústria e o próprio capitalismo vieram em seguida e aniquilaram o associativismo e as relações forjadas até então com o espaço produzido. A cidade, gradativamente, reproduziu as contradições sistêmicas da nova ordem social, mercantilizou-se para ser vendida aos pedaços, um produto e não mais uma obra genuinamente humana. O privado se revoltou contra o público e a festa, antes na rua, torna-se fechada, privada.

Porém, a cidade, talvez a maior invenção da humanidade, recobra sua condição originária, ambiente da felicidade e da realização pessoal, lugar em que foi possível concentrar “os milagres da civilização moderna”[3] e atrair bilhões de pessoas em todo o planeta. Sem dúvida, a luta pela cidade possui hoje uma dimensão revolucionária e, por que não, emancipatória. Um grande marxista[4] diria que o futuro da sociabilidade humana depende do futuro da sociabilidade urbana.

Nesse ponto retomamos o carnaval, na urgente luta pela cidade como cenário da festa, da felicidade, do encontro, a cidade como valor de uso e não mercadoria, coletivamente produzida, coletivamente apropriada. O carnaval de rua da cor à cidade cinza e poluída, faz da rua a continuidade da casa, tal como deve ser. Das janelas, velhas solitárias admiram os blocos, jovens atiram água sobre os foliões, crianças abrem os portões e vão à rua sem receio dos carros ou da violência. A privacidade silenciosa, seja no quarto ou no escritório, é contestada pelo som dos tamborins. O carnaval de rua também trás consigo contradições, pois é refém de uma sociedade cheia delas, mas isso não lhe retira a beleza e seu potencial.

Ouso dizer que uma revolução verdadeira também deve ter como horizonte imprimir a festa na cotidianidade do urbano, e o carnaval é uma grande festa. Em Belo Horizonte, o carnaval de rua permitiu em certa medida a (re)ocupação do espaço público, a socialização da gente e a contestação do poder constituído. Nem o reto do prefeito empresário, nem a coxinha da madrasta[5] restaram imunes.

Nessa mesma cidade, há quatro anos ocorre sob um viaduto o encontro massivo da juventude do morro e do asfalto em duelos de hip hop, nos quais há duras batalhas sem qualquer violência[6]. Os indignados com os impactos da copa do mundo promovem “peladas” em praças públicas. Mas durante o carnaval as manifestações artísticas e políticas foram embelezadas com purpurina, fantasias e tambores. Os blocos, organizados sem patrocinadores oficiais, ganharam as ruas e fizeram milhares de pessoas experimentar a cidade como valor de uso. Ah! E como foi bom…

Mas é preciso estar atento! “Os moralistas querem impor sua conduta”[7]. Para ser mais direto, o capital almeja mercantilizar a festa, apropriá-la como grande negócio e conferir ao carnaval um rentável valor de troca, seja dentro ou fora do eixo. Em alguns lugares, o humano coisificado em muros separa os foliões brancos das pipocas pretas. Noutras cidades, paga-se pelo ingresso, pelo desfile, pela transmissão exclusiva, enquanto milhões prestigiam passivos pela TV.

De todo modo, em nossa cidade, (re)nasce algo diferente, ainda imune à restrita lógica da reprodução ampliada. O recente fenômeno segue estritamente vinculado à rua, ao ambiente público (re)apropriado pelas pessoas, com fantasias e apetrechos, invertendo os sexos, as morais e as leis. A polícia não sabe o que fazer, pois os citadinos não estão bravos, mas sorrindo, não brigam, beijam-se libertinos, não portam armas, mas tambores, pirulitos e flores, além do que, não são apenas negros, são de todas as cores – e quantas cores!

Se liga, autoridade! Para um povo que fez da praça privatizada uma linda Praia, não é impossível fazer da cidade uma linda festa, onde caibam todos e todas!

[1] Militante das Brigadas Populares que pulou, amou e fez política no inesquecível carnaval (não oficial) de Belo Horizonte.

[2] Música Vai passar, composição de Chico Buarque.

[3] ENGELS, Friederich. A questão da habitação. São Paulo: Acadêmica, 1988.

[4] PAULA, João Antônio de. As cidades e A cidade e a universidade, in As cidades da cidade. Belo Horizonte: UFMG, 2006.

[5] Referência às marchinhas da Praia da Estação e da Coxinha da Madrasta.

[6] Referência ao Duelo de MC’s promovido pelo Coletivo Família de Rua, debaixo do viaduto Santa Teresa, em Belo Horizonte, toda noite de sexta-feira, sem qualquer apóio da Prefeitura.

[7] Marcha do bloco da Alcova Libertina.



Divagante:: [Réplica] Caminhos by D. Graça
fevereiro 23, 2012, 11:42 pm
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Tem tempo de estar “asa” e tem tempo de estar “raíz”… Nem sempre há escolhas (e o posto é doloroso por igual – a total liberdade de escolha pode revelar encruzilhadas múltiplas) e o “estado” de voar ou “estado” de estar fincado podem se embaralhar: por vezes podemos ser atados por nossas próprias asas e por outras semeamos e somos semeados pelos ventos mesmo que imóveis…

Sou otimista! Assim procuro ver o longo desenrolar. Quando reflito é assim, quando estou metido o sangue borbulha e a aceleração dos batimentos e da mente me fazem explodir.



Divagante:: [Envio] Caminhos by D. Graça
fevereiro 23, 2012, 11:38 pm
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Cada movimento meu me leva ao abismo. Estou caminhando, mano. Experimentando novos rumos solitários, insistindo na idéia de que devo manter-me dinâmico, vivo, movimentando o corpo, sem perder o fio. Mas vez ou outra me vejo perecendo, sentindo o frio, sentindo a falta, sendo a todo tempo, existindo dentro e fora do tempo, a todo o tempo, superacumulado de meus sentidos e atinos. Falhando em minhas passagens, me injuriando com iniciativas faltosas, ineficientes, equivocadas. Mas sigo… passo a passo.

Tenho pouco tempo – Respiro ar pesado de verdade, meio perdido e muito livre, para ser o que eu quiser, para estar onde eu quiser. Os apertos me consolam, logo que vejo que adentrei um portal de caverna imensa, cheia de renovados mistérios, sutis uivos de leveza, pesadelos e prazeres. Sutis! Falta sutileza (falta demais) nessa época tão hostil, tão repulsiva para com o que se sente e que não pode ser visto. Pego fôlego para não sufocar, quando penso que construí um mundo tão severo e incompreensivo – tão voltado ao próprio umbigo. Vou indo, satisfeito e “livre”, apesar de tudo.